Ereção

Vamos lá falar sobre Ereção Masculina?


Para começar: não sou sexóloga, nem terapeuta, embora o meu trabalho possa ter um “impacto terapêutico”. Pratico Coaching Relacional, sou Formadora, Mentora e Facilitadora. O Desenvolvimento Pessoal, a Educação e a Comunicação, são os pilares do que faço.

Porquê então, este tema?


Porque, se por um lado, em Portugal vejo imensa informação e emancipação sobre sexualidade feminina, amor livre, poligamia e seus derivantes, sex toys, técnicas de squirting, lubrificação para mulheres, e o grande “O” feminino, por outro, vejo pouco sobre o grande (ou pequeno!) “E” masculino.

Naquilo que leio, as temáticas relativas à incapacidade de Ereção masculina SÃO, na maior parte das vezes, associadas à idade avançada. Então, como podem os homens de “idade menos avançada” estarem à vontade para falar nisto? Como pode um ratinho combater um enorme elefante ao canto da sala?

Os homens sofrem, mulheres! Podem ter a certeza.


Para quem me conhece, sabem que não me rotulo de feminista. Não porque sou ingrata com o caminho feito anteriormente por aquelas que permitiram os direitos que tenho hoje enquanto mulher na sociedade. Mas sim, porque, não acredito na igualdade de género que se pratica hoje (não somos iguais, nunca fomos, nem nunca seremos, e ainda bem!). Esta diferença deveria ser abraçada e não homogenizada.

E porque, na minha vida pessoal, pratico a igualdade de direitos e deveres tanto nas tarefas domésticas como nas depesas dentro e fora de casa. O verdadeiro feminismo não pode ser só no que convém à mulher: “mandar” o homem “ajudar” em casa, mas depois esperar que ele pague as contas dos jantares fora.

Além disso, digam-me mulheres, honestamente: queriam ser vocês a lutarem nas batalhas? Nas guerras? Como nesta que estamos a viver atualmente na Ucrânia? Serem trespassadas por uma espada ou trespassarem outros? Os homens sofrem, sofreram, e continuam submetidos a uma pressão enorme. E que não desapareceu com o “feminismo”, pelo contrário, parece-me que fomos para o extremo oposto, e nos extremos nunca está a solução.

Estou a dizer que as mulheres não sofreram ou continuam a sofrer? Não. Estou a dizer que não é preciso dar voz a isso? Não.

Mas no meio desta luta, esquecemo-nos que os homens também têm as deles!

E a verdade é que as causas relacionadas com a disfunção eréctil ESTÃO, normalmente, muito mais associadas ao corpo emocional do homem do que ao físico.

Mas como falar nisto? Quando? Onde? Com quem?

Usando comunicação verbal? Escrita?

No ato sexual? Após? Antes? Logo na 1º vez que acontece?

Com os amigos? Com as amigas? Com o terapeuta?

Se calhar é melhor não falar e pronto? … Esperar que a coisa (ou o “coiso”) se resolva por si só?… Esperar que um elefante se possa esconder dentro de uma loja de cristais?

Esquecemo-nos que as relações não são feitas de uma só pessoa ou “coiso”. (Quer dizer, nas monogâmicas, sim, normalmente só há um “coiso”, e é dessas que estou a falar, embora isto seja transversal às homossexuais entre dois homens). O que quero dizer é que, assim como há um homem, também existe uma mulher. Assim como há um “coiso”, também há uma… “cona”, ou vagina, ou “yoni”.

E o “coiso” e a “cona”… comunicam entre si.

Ou… não!

Ou seja, se há problemas na comunicação entre o casal, também vão haver problemas na comunicação entre os seus orgão sexuais. Simplesmente porque eles fazem parte de um todo.


Mas dizem vocês, e muito bem, que também há aqueles que “resolvem os problemas na cama”.

Sim, há. Mas o que é que é que resolvem propriamente? Pela minha experiência, as pessoas que o fazem, têm uma conexão “química” forte, mas isso não constitui “A” relação. Isso é somente um aspecto da relação. Ou seja, o que falta de um lado, eles compensam no outro. Mas só porque há uma compensação, isso não significa que a esfera da relação está contemplada.


Há muitos fatores que afetam o nosso corpo físico, incluindo a nossa genitália. – Na questão da ereção masculina, há o pénis mole mas… também existe a vagina “dormente”. Ou uma mistura dos dois! O que é um cocktail para a frustração de ambos.


Se o pénis não está muito erecto e está dentro de uma yoni menos sensível (pelo menos na parte interior – a vagina), há uma “quebra na comunicação”. Depois, com o nervosismo, ao saírmos dos nossos corpos e irmos para a cabeça (de cima) a coisa pode piorar tanto que o “coiso” já nem ereto suficiente consegue ficar para poder penetrar. E vai tudo por água abaixo.

A juntar a isso, a pressão masculina do “cumprir”, as ideias irrealistas passadas pelo universo pornográfico, a gratificação instantânea, o orgasmo como objetivo, a alienação do corpo em vez da presença, a divisão entre coração e mente (pensamentos repetitivos compulsivos), os stresses da vida atual de cada um, os fantasmas do passado, etc.

Há sempre um motivo para um pénis excitado não se erguer, e para uma yoni receptiva não sentir.

Às vezes pode ser mais um dos lados que está em défice… Em todo o caso, mesmo que assim seja, esse lado vai sempre ressentir-se e conscientemente ou inconscientemente transmitir essa tensão ao outro orgão genital.

É uma bola de neve.

Então o que fazer?


Primeiro
, é preciso entender que o pénis é o único orgão que fica tenso em relaxamento. Ou seja, quanto mais relaxado o homem está, mais a ereção acontece. Daí que os comprimidos para a ereção relaxam os músculos. Daí que beber um copo ou dois, também pode ajudar.

Quando o obstáculo é mental, é preciso desconstruí-lo para que não nos tornemos dependentes das ajudas externas, embora elas possam ser VITAIS numa fase inical de desconstrução de uma má memória corporal ou experiência sensorial (a disfunção eréctil momentânea). Como me disse alguém recentemente, “Eu sou a prova viva de que a medicação, quando administrada corretamente, não te torna em alguém que não és, mas sim devolve-te a ti mesma/o.”

Ou seja, armarmo-nos em “forte”, nem sempre é a melhor estratégia. Aliás, a força vem, precisamente, da vulnaribilidade e de ser capaz de encarar isso individualmente e em relação. É um trabalho a dois, ou a 3, inclusive, se escolherem recorrer a um terepeuta, o que aconselho também.

Claro que há ainda, a hipótese de haver um problema físico e para isso há que consultar um profissional de urulogia e/ou ginecologia. Em todo o caso, nunca perdem nada em enfrentarem JUNTOS o elefante. Pois ele só se tornará no ratinho se o fizerem em parceria.

As questões “não físicas”, no entanto, reflectem-se no físico!

Daí ser tão importante a comunicação para entender a real raíz do problema. Seja o pénis que não se levanta, ou a vagina que está dormente (o que normalmente tem a ver com estratégias de defesa que a mulher teve de adoptar, para não sentir – quando nos auto-anestesiamos é sempre uma forma de proteção), há terapeutas maravilhosos que podem ajudar a salvar uma relação ou a permitir que ela se desenvolva.


O meu conselho como mentora, ser humano, mulher e amante é: procura ajuda, seja individual ou em conjunto, ou os dois. Ajuda para entender, ajuda para comunicar.


Recomendo o trabalho da Lorie, que trabalha com Somatic Sexology and Somatic Sex Education and Healing :https://www.somasanctum.org

O mais importante é NÃO ignorar o elefante, porque só falando nele é que ele se poderá transformar no tal ratinho, e com isso acontece uma coisa maravilhosa: a INTIMIDADE.


A ereção do pénis e a sensibilidade da yoni depois vêm (-se) por arrasto.

Elisa de Lima, Braga, 22.02.2022

Nem todas as estórias de amor dão para a vida.

E nem todas as estórias de vida são estórias de amor.

O que é que as define? Qual queres? Em que estória estás?

Podes ter as duas numa só?

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