Verso
VERSO / JUNE 4, 2014 Simplesmente libertar-me no espaço. É um sentimento, talvez uma vontade. Fico quieta a pensar no que faço. Não faço nada, é a saudade. Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Elena_(filme)
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VERSO / JUNE 4, 2014 Simplesmente libertar-me no espaço. É um sentimento, talvez uma vontade. Fico quieta a pensar no que faço. Não faço nada, é a saudade. Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Elena_(filme)
Saindo do banho, enquanto se veste perto da janela, por acaso repara num homem que come sentado na borda dum passeio das partes traseiras e sujas de restaurantes, onde colocam o lixo. Ele come a partir de um saco de plástico, será um trabalhador? Talvez o varredor? Será um sem abrigo, um “sem-casa”, um homem […]
Considero que existem “Bachs” modernos. Só quem nunca ouviu as orquestras sinfónicas da banda inglesa Radionhead, ou o trabalho a solo do seu vocalista Thom Yorke, ou ainda a dádiva musical que o americano Jeff Buckley nos deixou antes da sua trágica e precoce morte, pode achar que o fenómeno “Bach” ou “Albinoni” é exclusivo do […]
Cada vez que como com talheres de plástico confirmo o meu desprezo por esses objetos. A comida parece não saber ao mesmo, a vida não me sabe bem, o ato de comer torna-se desajeitado. Odeio tudo o que é descartável, o próprio conceito enoja-me. Reflete os passos para trás da Humanidade, como se nós, ou […]
Ontem ía caminhando pela rua, quando ouvi um miar e olhei. Era, adivinhe-se, um gato! Esse gato estava agarrado a uma rede e do outro lado estava um outro gato, portanto suponho que miava para ele, ou ela. Fiquei a ver o que esse gato de patas abertas colado à rede estava a fazer. Seria uma forma de […]
Sento-me aqui, nestas cadeiras de ferro, as exteriores, que são quase demasiado desconfortáveis para o propósito. Ou então, nas interiores, de madeira, envelhecida dos anos, estas cadeiras rijas como o tempo que as desgastou lá atrás, e pergunto-me, por que será que me sinto pertencer aqui, aqui no café, “neste” café? E depois, é na […]
Walking among lines of hundreds of people that keep metamorphosing themselves into human geometrical shapes, no one turns back to notice which person they have accidentally bumped into. No one apologizes. At first, as a Westerner used to the European formality,…
In Portugal it is difficult to feel the weight of true loneliness, true isolation, or complete oblivion. In Portugal, you walk into a bus station and find yourself a seat. Next to you is an old lady sitting, also waiting for a bus. At first, no one says a word, apart from a cordial greeting. […]
O que me define é que eu gosto de viver. Ainda que viver seja, por vezes, uma “seca”. Para gostar de viver há que querer viver. Como diz Miguel Esteves Cardoso no seu último livro “Amores e Saudades de um Português Arreliado” há o querer morrer e, simultaneamente, há o querer viver também. É legitimo. […]
